Aprendendo a Programar Sozinha – Dicas & Sites

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Aprendendo a Programar Sozinha – Dicas e Sites

Uma das partes mais divertidas para quem estuda Ciência da Computação é, sem sombra de dúvidas, a programação. Aprender uma linguagem nova, reparar em cada detalhezinho do seu código e fazer limpeza nele (parte favorita das virginianas) e, por fim, ver seu programa rodar.

Como contei aqui no blog, meu bacharelado é em Marketing e Comunicação, então quando entrei para o Mestrado em Ciência da Computação meu conhecimento em programação era zero. Tirando algumas coisinhas que eu já tinha feito brincando com HTML e CSS.

Uma das aulas do Mestrado era Object Oriented Programming (ou Programação Orientada a Objetos, em português) e aprendi o básico de C++. Fiz uma matéria de Big Data e aprendemos Hadoop. Mas, por ser conteúdo de mestrado, não tinha muita profundidade das aulas como quando você está na faculdade, então precisei aprender por mim mesma e estudar dobrado para acompanhar a aula.

Comecei complementando meus estudos em C++ no site SoloLearn. Mas logo tratei de descobrir quais eram as outras linguagens de programação, para o que cada uma poderia servir e por onde eu deveria começar. Meu namorado tinha mais conhecimento e me ajudou bastante nesse começo.

Evitando erros comuns no início do aprendizado

Programar não é difícil, mas exige muito conhecimento e muita (muita) prática. Compartilho aqui embaixo alguns erros que eu mesma cometi antes de começar a programar e espero que te ajude a não se frustrar no meio do caminho. É só ter paciência e seguir essas dicas:

  1. Querer aprender a programar sem saber o que te move a aprender. Tenha bem claro o motivo, o por quê, você quer aprender a programar. Alinhe a aprendizagem da programação com algo que você tenha interesse. Por exemplo: “Adoro banco de dados, excel, CRM” – wow! Pronto, MySQL é a linguagem perfeita para você começar. Ou ainda: “Adoro pesquisa, análise de dados, cruzamento de informações!” – ótimo, aprender o básico de Python ou R é legal para começar;
  2. Tentar estudar várias linguagens de programação ao mesmo tempo. Depois de escolher qual você quer aprender, se dedique a ela por um tempo e depois comece a aprender outra. Ainda mais no começo, dê um tempo para você assimilar cada uma delas. Muitas das línguas são parecidas na lógica, mas são escritas de jeitos diferentes (sintaxe) e podem te confundir;
  3. Achar que todo mundo sabe programar, menos você. Quando você entra no mundo dos códigos e da programação, você passa a ler e conhecer pessoas do mundo todo (através dos cursos, da própria faculdade, da internet, de pesquisas, etc) e vê quantas coisas legais estão sendo desenvolvidas por aí e você, obviamente, quer fazer o mesmo. Mas, por ainda estar no começo, acha que não tem potencial e nunca vai conseguir desenvolver um aplicativo ou um software tão legal quanto aquele que você viu na semana passada. Todo mundo tem seu próprio ritmo, não se compare com os outros e não se desvalorize. Como falei ali em cima, programar exige prática, prática e prática;
  4. Sair escrevendo o código sem entender o que o programa deve fazer. Antes de sair programando, um bom programador precisa desenhar o passo a passo do que o programa deve fazer, e ai que entra a lógica de programação. Escrever o que chamamos de algoritmo e ‘pseudocode’ é a parte mais importante do desenvolvimento. O algoritmo é o passo a passo do que o computador deve fazer. O pseudocode é um desenho de como o código irá ficar no futuro, mas em um nível de melhor compreensão para o ser humano:

Algoritmo “COZINHAR LEGUMES” (me perdoem minha falta de criatividade):

  1. Cortar verduras
  2. Cortar legumes
  3. Ligar o fogão
  4. Pegar a panela
  5. Colocar agua na panela
  6. Colocar os legumes dentro da panela

pseudocode, aprendendo a programar sozinha, lynda.com

COMEÇANDO

Depois de entender o que te motiva a programar, chegou a hora de começar e escolher qual linguagem você quer aprender. Estou contando aqui da minha experiência – aprender a programar sozinha varia muito de pessoa para pessoa. Achei esse gráfico bem legal da Carlcheo, que pode te ajudar na sua escolha:

Sugiro que você procure por vídeos no youtube ou conteúdos online sobre lógica de programação. Separei alguns para te ajudar:

Introdução à Lógica de Programação (em inglês)

Jogos para prática de lógica de programação (em inglês)

Lógica de Programação I, da Alura (em português)

Para aprender as linguagens em si, aqui estão alguns sites que já usei e recomendo, tanto pelo conteúdo, quanto pela didática das aulas:

Sites gratuitos

Code Academy

Code School

EdX

Kaggle

Microsoft Virtual Academy

MIT Open Courseware

Rithm School

SoloLearn

Treehouse

Sites pagos

Coursera

Khan Academy

Lynda

Udemy

Skill Crush

Mantenho na minha aba de favoritos uma sessão chamada “Coding”, onde deixo todos esses sites e outros artigos que leio na internet sobre a aprendizagem de programação online. Espero que esses links sejam úteis e você goste. Fique à vontade para me escrever se tiver qualquer dúvida.

MÃO NA MASSA

Para motivar e manter o ritmo, sugiro que você pense em um projeto para desenvolver a partir do que você aprendeu nesses cursos online. Seja em um blog do wordpress que você possa usar HTML, CSS e PHP; seja desenvolvendo um aplicativo para iOS, através do Swift Playground; ou até mesmo usando o Kaggle, usando conjunto de dados e analisando-os.

Uma das minhas primeiras ‘brincadeiras’ foi com o jogo 2048, que alterei e substitui os números por fotos minhas e do meu namorado, e dei pra ele “de presente” de Valentine’s Day hahaha.

APERFEIÇOANDO

Depois de se jogar no mundo dos códigos e descobrir as infinitas possibilidades que podem ser feitas com eles, você chega em um momento crucial de saber se realmente gosta ou não e se vê isso como uma possibilidade de carreira.

Se não pegou, talvez programar possa ser apenas um passatempo e um hobby (e não há nada de mal nisso!), e não exatamente aquilo que você espera ter como dia-a-dia pelos próximos anos da sua vida.

Se pegou, gostou e quer mais, talvez seja a hora de pesquisar por cursos com certificação e/ou presenciais, como Bacharel, Mestrado ou até mesmo frequentando aulas de cursos específicos programação, com professores e mentores te auxiliando.

Participei de um projeto chamado “Learn IT, Girl”, ano passado, que faz a conexão de garotas que querem aprender a programar com mentores que tem interesse em ensinar. Foi incrível. Para participar você pode se inscrever pelo site do projeto e se candidatar para receber a bolsa de mentoria. Existe um processo seletivo e, já no ato da candidatura, você seleciona qual linguagem de programação você quer aprender/se aperfeiçoar para que o projeto ‘pareie’ com um mentor(a) qualificado. Vou fazer um post sobre esse projeto. Eu amei!

Os Bacharelados, Mestrados e Doutorados mais conhecidos no Brasil são os da Unicamp, USP, Unesp, UFRJ, UFMG, entre outras.

Outros cursos também presenciais são os da  PrograMaria, Girls Who Code, Caelum, Mastertech, Impacta e o próprio Senac, que oferece vários cursos gratuitos também.

Ah, e por último, e não menos importante, recomendo também a leitura do livro: “Becoming a Better Programmer: A Handbook for People Who Care About code”, ou “Como ser um Programador Melhor – Um Manual para Programadores que se Importam com Código” – em português.

Me conta depois o que você achou do artigo, se tem algo a acrescentar e também depois de começar a estudar. Me escreve se tiver qualquer dúvida. Ah, e compartilha aqui comigo suas redes sociais de programação. As minhas são: GitHub e Kaggle. Vou adorar saber do seu desenvolvimento! 🙂

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